Sem entusiasmo, até o caminho certo pode parecer pesado.

 COLEÇÃO CONSTRUIR - CAPÍTULO 20

Existe uma coisa que precisamos entender sobre qualquer grande objetivo:

A jornada não será fácil apenas porque escolhemos o caminho certo.

Haverá obstáculos.

Haverá demora.

Haverá dias em que os resultados não aparecerão.

Haverá momentos em que vamos questionar nossas próprias decisões.

E é justamente nesses momentos que precisamos de algo além de planejamento.

Precisamos de energia interior.

Precisamos de entusiasmo.

Entusiasmo não é euforia.

Não é acordar todos os dias acreditando que tudo dará certo.

Não é ignorar os problemas.

Nem fingir que as dificuldades não existem.

Entusiasmo é outra coisa.

É olhar para aquilo que estamos construindo e ainda encontrar uma razão para continuar.

Mesmo quando o resultado demora.

Mesmo quando ninguém percebe.

Mesmo quando o caminho parece longo.

Porque existe uma diferença entre fazer alguma coisa simplesmente porque precisamos...

E fazer porque acreditamos naquilo que estamos construindo.

A primeira situação consome.

A segunda alimenta.

Quando existe propósito, até o esforço ganha outro significado.

Mas entusiasmo também precisa de maturidade.

Não podemos confundir entusiasmo com impulso.

O impulso diz:

“Vou fazer agora.”

O entusiasmo diz:

“Eu acredito nisso e vou construir.”

O impulso quer velocidade.

O entusiasmo aceita processo.

O impulso pula sem olhar.

O entusiasmo olha, prepara-se e então avança.

Por isso, entusiasmo e prudência não são adversários.

São aliados.

A vida também nos ensina que entusiasmo não permanece automaticamente.

Precisamos alimentá-lo.

Com aprendizado.

Com pequenas conquistas.

Com boas conversas.

Com novos objetivos.

Com movimento.

Com a consciência de que ainda estamos evoluindo.

Porque ficar parado esperando sentir vontade pode nos prender.

Às vezes precisamos agir primeiro...

e a motivação aparece durante o movimento.

E existe outro ponto fundamental.

Nossa luta não é com ninguém.

Não precisamos ser melhores que outra pessoa.

Precisamos ser melhores que a nossa versão anterior.

Ontem talvez tivéssemos medo.

Hoje podemos ter um pouco mais de coragem.

Ontem talvez não soubéssemos.

Hoje aprendemos.

Ontem talvez tivéssemos desistido.

Hoje conseguimos continuar.

Isso é progresso.

Mesmo que ninguém veja.

Talvez uma das maiores armadilhas da vida adulta seja olhar demais para o lado.

Alguém ganhou mais.

Alguém cresceu mais rápido.

Alguém conquistou antes.

Alguém parece estar em uma situação melhor.

E, quando percebemos, deixamos de caminhar o nosso caminho para tentar acompanhar o caminho de outra pessoa.

Não precisamos disso.

Cada pessoa tem sua história.

Seu tempo.

Suas circunstâncias.

Suas batalhas.

Sua estrada.

A única comparação que realmente pode nos ajudar é aquela que fazemos com nós mesmos.

Quem eu era?

Quem sou hoje?

Quem estou me tornando?

Essa comparação não produz inveja.

Produz consciência.

E consciência produz evolução.

Talvez seja por isso que entusiasmo seja tão importante.

Porque ele nos devolve a capacidade de olhar para frente.

Ele não promete que será fácil.

Ele simplesmente nos lembra:

“Ainda vale a pena.”

Ainda vale a pena tentar.

Ainda vale a pena aprender.

Ainda vale a pena construir.

Ainda vale a pena acreditar.

Ainda vale a pena continuar.

Haverá dias em que a força será pequena.

Tudo bem.

Não precisamos vencer todos os dias.

Precisamos apenas evitar que um dia difícil determine toda a nossa história.

Descansar não é desistir.

Diminuir o ritmo não é abandonar.

Recalcular não é fracassar.

Continuar também significa saber preservar a energia para a próxima etapa.

No final, talvez a diferença entre quem chega e quem abandona não esteja apenas na capacidade.

Nem sempre o mais preparado chega primeiro.

Nem sempre o mais inteligente vence.

Nem sempre aquele que começa com mais recursos termina melhor.

Existe algo silencioso que pesa muito:

A capacidade de permanecer conectado ao motivo pelo qual começamos.

É isso que mantém o entusiasmo vivo.

Porque construir uma vida, uma carreira, uma empresa ou um sonho exige muito mais do que competência.

Exige presença.

Exige disciplina.

Exige paciência.

Exige coragem.

E exige aquela chama interior que nos faz olhar para o próximo dia e pensar:

“Ainda tenho algo para construir.”

E enquanto essa chama existir...

A caminhada continua.

A luta não é contra os outros.
É contra a nossa própria desistência.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como transformar visão em ação em Matinhos

Nada muda se nada muda

A vida muda quando você assume responsabilidade