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LEITURA OPERACIONAL – Os dois Brasis

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Talvez existam, metaforicamente, dois Brasis convivendo dentro de um mesmo país. O Brasil que administra É o Brasil das instituições, dos governos, das decisões e das políticas públicas. Quando funciona bem, cria condições para que a sociedade produza mais. Quando funciona mal, cria burocracia, insegurança e custos que acabam sendo pagos por quem produz. O Brasil que produz É o Brasil do trabalho. Da resiliência. Da criatividade. Da capacidade de começar novamente. É o brasileiro que muitas vezes não tem o privilégio de parar para discutir o problema porque precisa continuar trabalhando para resolvê-lo. E talvez esteja aí uma das maiores forças do nosso país. RADAR DA SEMANA INSTITUIÇÕES  Atenção - decisões políticas e institucionais continuam tendo impacto direto sobre o ambiente econômico. PRODUÇÃO Resiliência - a atividade produtiva continua sendo uma das grandes forças estruturais do país. INVESTIMENTO Seletivo - capital procura retorno, segura...

A diferença entre olhar e enxergar

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Muitas pessoas olham para uma cidade e enxergam apenas o que ela é hoje. Outras conseguem enxergar aquilo que ela pode se tornar. Muitas pessoas olham para um terreno e enxergam apenas terra. Outras enxergam possibilidades. Muitas pessoas olham para uma dificuldade e enxergam um obstáculo. Outras procuram descobrir o que aquela dificuldade pode ensinar. Talvez essa seja uma das maiores diferenças entre quem apenas acompanha a vida e quem ajuda a construir o próprio caminho. Olhar é perceber o que está diante dos nossos olhos. Enxergar é compreender o que ainda não existe, mas pode ser construído. A visão não significa ignorar a realidade. Pelo contrário. É preciso enxergar a realidade com clareza para compreender onde estamos. Mas não podemos permitir que a realidade de hoje limite a nossa capacidade de imaginar o amanhã. Porque tudo aquilo que hoje admiramos começou, um dia, como uma visão na mente de alguém. Uma empresa. Uma cidade. Um empreendimento. Uma...

Vendas mudaram. O cliente também.

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Como a tecnologia transformou o atendimento - e por que vender hoje exige muito mais do que conhecer um produto. Durante muito tempo, vender significava conhecer bem o produto, apresentar seus benefícios, negociar e buscar o fechamento. Hoje, isso já não é suficiente. A tecnologia transformou profundamente o processo de vendas. O cliente pesquisa antes de comprar, compara preços em segundos, consulta avaliações, assiste a vídeos, pergunta para a inteligência artificial, conversa pelo WhatsApp e chega ao vendedor muitas vezes sabendo mais sobre o produto do que imaginamos. O cliente mudou. E o profissional de vendas precisa mudar com ele. Mas existe algo ainda mais importante nessa transformação: o cliente ficou mais exigente. E não apenas em relação ao preço. Ele exige rapidez, clareza, conveniência, personalização, transparência e, acima de tudo, uma boa experiência. O cliente de hoje não começa a compra com o vendedor Essa talvez seja uma das maiores mudanças dos últi...

O medo é mentiroso.

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  COLEÇÃO CONSTRUIR • CAPÍTULO 18 Quantas coisas deixamos de fazer porque acreditamos que não somos capazes? Quantas oportunidades não aproveitamos porque imaginamos tudo aquilo que poderia dar errado? Quantas vezes desistimos antes mesmo de começar? O medo tem uma característica curiosa. Ele não precisa provar que algo vai dar errado. Basta fazer você acreditar que pode dar. E, muitas vezes, consegue. Mas existe uma diferença importante entre medo e prudência. Prudência pergunta: “Estou preparado?” O medo pergunta: “E se der errado?” A prudência procura respostas. O medo procura motivos para não tentar. A prudência calcula o risco. O medo aumenta o risco na nossa imaginação. A prudência prepara. O medo paralisa. Imagine alguém diante de uma piscina. Ela quer atravessar, mas não sabe nadar. Nesse caso, pular não é coragem. É imprudência. Primeiro é preciso aprender. Treinar, conhecer os próprios limites. Ganhar confiança. Até chegar...