Oportunidade não é sorte. É preparação encontrando o momento certo.
Método VICEDO — Reflexão Estratégica #006
Pilar O —
OPORTUNIDADE
Quantas
vezes ouvimos alguém dizer:
“Ele teve
sorte.”
“Estava
no lugar certo.”
“Conheceu
a pessoa certa.”
“Pegou
uma boa oportunidade.”
É verdade
que circunstâncias externas podem abrir portas.
Mas
existe uma parte dessa história que quase nunca aparece.
O que
aquela pessoa estava fazendo antes de a oportunidade surgir?
Porque,
muitas vezes, aquilo que chamamos de sorte é apenas o encontro entre uma
oportunidade e alguém que estava preparado para reconhecê-la.
A oportunidade nem sempre chega com aparência de
oportunidade.
No
mercado imobiliário, isso acontece o tempo todo.
Um imóvel
pode parecer apenas mais um imóvel.
Uma
conversa pode parecer apenas mais um atendimento.
Uma
mudança na cidade pode parecer apenas uma notícia.
Uma
necessidade de um cliente pode parecer apenas uma dificuldade.
Mas o
profissional preparado consegue enxergar possibilidades onde outros enxergam
apenas circunstâncias.
Essa
capacidade não nasce por acaso.
Ela é
construída.
Oportunidade começa com percepção.
Quem não
observa, não percebe.
Quem não
investiga, não compreende.
Quem não
cria conexão, não acessa informações importantes.
Quem não
desenvolve estratégia, não sabe onde agir.
E quem
não se desenvolve pode não estar preparado quando a oportunidade finalmente
aparece.
Por isso,
dentro do Método VICEDO, Oportunidade não é o primeiro movimento. É
consequência de vários movimentos anteriores.
Primeiro,
enxergar.
Depois,
compreender.
Conectar.
Estruturar.
Desenvolver.
E então
estar preparado para agir.
O corretor também pode criar oportunidades.
Essa
talvez seja uma das maiores mudanças de mentalidade que um profissional pode
fazer.
Esperar
clientes é uma coisa.
Construir
possibilidades de negócio é outra.
O
corretor pode estudar determinados públicos.
Identificar
regiões com potencial.
Criar
relacionamento com proprietários.
Acompanhar
movimentos do mercado.
Produzir
informação relevante.
Desenvolver
parcerias.
Reativar
antigos clientes.
Observar
mudanças no comportamento dos compradores.
Quando
faz isso, deixa de depender exclusivamente da oportunidade que chega até ele.
Começa a
participar da construção dela.
Existe uma diferença entre oportunidade e
improviso.
Nem toda
novidade merece ser perseguida.
Nem toda
proposta é uma oportunidade.
Nem toda
possibilidade deve receber investimento.
É
justamente aqui que os cinco pilares anteriores voltam a ter importância.
Visão ajuda a enxergar.
Investigação ajuda a compreender.
Conexão ajuda a acessar pessoas e
informações.
Estratégia ajuda a escolher.
Desenvolvimento prepara o profissional.
E então a
Oportunidade pode ser reconhecida e transformada em ação.
Isso é
muito diferente de simplesmente correr atrás de qualquer coisa que pareça
promissora.
O sexto movimento do Método
VICEDO
Oportunidade,
para mim, não é apenas aquilo que encontramos.
É também
aquilo que conseguimos construir a partir do que encontramos.
Um
profissional pode receber exatamente a mesma informação que outro.
Um pode
enxergar um problema.
O outro
pode enxergar uma possibilidade.
A
informação era a mesma.
A
interpretação era diferente.
E talvez
seja essa uma das maiores forças do Método VICEDO:
transformar
percepção em possibilidade e possibilidade em realidade.
Uma experiência para esta semana
Olhe para
o seu próprio mercado e faça três perguntas:
O que
está mudando?
O que as
pessoas estão começando a precisar?
E o que
ainda não está sendo bem atendido?
Não
procure imediatamente uma resposta comercial.
Primeiro
observe.
Porque
muitas oportunidades aparecem antes como sinais.
Só depois
se transformam em negócios.
Reflexão Final
“Oportunidade
não é apenas encontrar uma porta aberta. É estar preparado para reconhecer a
porta quando ela se abre.”
E talvez
essa seja a grande diferença entre quem espera pela sorte e quem constrói o
próprio caminho.
Método
VICEDO
Enxergar
além. Compreender profundamente. Transformar realidades.


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