Quem tenta controlar tudo acaba não construindo nada.
Vivemos com a sensação de que precisamos controlar tudo.
O
mercado.
A
economia.
As
pessoas.
Os
resultados.
O futuro.
Mas a vida tem uma característica que nenhum planejamento consegue eliminar:Ela é
imprevisível.
Quanto
mais tentamos controlar aquilo que não depende de nós, mais desperdiçamos
energia.
E,
curiosamente, menos avançamos.
Existe
uma diferença importante entre controle e direção.
Controle
é a tentativa de fazer o mundo obedecer à nossa vontade.
Direção é
continuar caminhando, mesmo quando o mundo muda.
Os
grandes construtores da história nunca tiveram controle absoluto das
circunstâncias.
Enfrentaram
crises.
Mudanças.
Fracassos.
Portas
fechadas.
Momentos
de incerteza.
O que os
diferenciava não era a capacidade de prever o futuro.
Era a
capacidade de continuar construindo apesar dele.
Muitas
vezes adiamos projetos esperando o cenário perfeito.
Esperamos
a economia melhorar.
Esperamos
ter mais recursos.
Esperamos
mais segurança.
Esperamos
o momento ideal.
E, enquanto
esperamos controlar todas as variáveis, o tempo continua passando.
A verdade
é que nenhuma grande construção nasceu em condições perfeitas.
Ela
nasceu da decisão de começar com aquilo que existia naquele momento.
Quem
constrói entende uma verdade simples:
Não
controla o vento.
Mas
aprende a ajustar as velas.
Não
controla as ondas.
Mas
aprende a navegar.
Não
controla o tempo.
Mas
escolhe como utilizar cada dia.
Talvez a
maturidade esteja justamente nisso.
Trocar a
ansiedade de controlar tudo pela disciplina de construir todos os dias.
Porque o
futuro nunca será totalmente previsível.
Mas
nossas atitudes sempre estarão ao nosso alcance.
E, no
final, não são as circunstâncias que definem uma trajetória.
São as
escolhas repetidas diante delas.
Construir
não exige controlar tudo.
Exige
continuar.


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