Disciplina emocional: fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não é confortável
Existe um momento silencioso, quase invisível, em que a vida nos testa.
Não é quando tudo dá errado.
É quando ninguém está olhando e só
nós sabemos o que precisa ser feito.
Nesse ponto, não é motivação que decide.
Não é empolgação.
Não é força de vontade momentânea.
É disciplina emocional.
A verdade que poucos gostam de encarar
A maioria das pessoas não falha por falta de
talento, oportunidade ou capacidade.
Falha porque age apenas quando tem vontade.
E vontade é instável.
Oscila com o humor, o cansaço, o medo e as circunstâncias.
A disciplina emocional entra exatamente aí:
no espaço entre o que é confortável
e o que é necessário.
Fazer o certo mesmo sem aplauso
Disciplina emocional é levantar mesmo sem
ânimo.
É manter o foco mesmo com dúvidas.
É continuar mesmo quando o resultado ainda não apareceu.
É tomar decisões coerentes com o futuro que
você quer,
não com o conforto imediato que a mente pede.
Ela não grita.
Não aparece.
Não recebe aplausos.
Mas sustenta tudo.
Emoções sentidas. Decisões conscientes.
Disciplina emocional não é reprimir emoções.
É não ser governado por elas.
Você sente medo — e ainda assim age.
Sente cansaço — e ainda assim cumpre.
Sente insegurança — e ainda assim avança.
Isso não é dureza.
É maturidade.
É entender que emoção é informação,
mas decisão é responsabilidade.
O que sustenta a mudança real
Toda mudança verdadeira depende de constância.
E constância depende de disciplina emocional.
Sem ela:
·
projetos ficam pelo caminho
·
promessas viram frustração
·
ciclos se repetem
Com ela:
·
a confiança cresce
·
o respeito próprio se fortalece
·
os resultados aparecem, cedo ou tarde
Disciplina emocional é o alicerce invisível de
qualquer vida que funciona.
O desconforto certo
Existe um desconforto que machuca
e um desconforto que constrói.
O primeiro vem da resistência à mudança.
O segundo vem da decisão de fazer o que precisa ser feito.
Quem escolhe o segundo cresce.
Quem foge dele, permanece.
No fim, é simples
A vida não exige perfeição.
Exige compromisso.
Compromisso com aquilo que você sabe que
precisa ser feito,
mesmo quando não é confortável,
mesmo quando ninguém vê,
mesmo quando dá vontade de adiar.
Porque é aí — exatamente aí —
que a disciplina emocional transforma intenção em resultado.
E quem desenvolve essa disciplina
não depende mais das circunstâncias para avançar.
Depende apenas da própria decisão.
Por Paulo Vicedo.

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